Saiba como evitar os erros mais comuns cometidos por casais na declaração do Imposto de Renda
16 de mai. de 2026
Dependentes, patrimônio compartilhado e rendimentos estão entre os principais pontos de atenção

São Paulo, 16 de maio de 2026 - Quando a vida financeira é construída em conjunto, a declaração do Imposto de Renda exige cuidado redobrado. Dependentes, bens compartilhados, rendimentos em comum e regras ligadas ao regime de bens costumam gerar dúvidas e, muitas vezes, erros que podem levar a inconsistências fiscais.
“Boa parte dos erros acontece porque muitos casais olham para a declaração sob uma lógica doméstica, de divisão natural dos bens e despesas, quando a regra tributária segue critérios próprios”, afirma Estela Borgheri, planejadora financeira CFP® da Planejar.
Dividir bens compartilhados entre duas declarações é um dos equívocos mais recorrentes. Imóveis, veículos e outros ativos adquiridos durante o casamento, em regimes que preveem comunicação patrimonial, devem ser informados integralmente em apenas uma declaração. Ao outro contribuinte cabe apenas fazer a referência cruzada correta, informando nome e CPF do parceiro na ficha específica de Bens e Direitos, por meio do Grupo 99, Código 99.
Declarar rendimentos comuns sem critério uniforme também costuma gerar inconsistência. Receitas provenientes de aluguel de um imóvel comum, por exemplo, podem ser divididas em 50% para cada cônjuge ou concentradas integralmente em uma única declaração. O importante é manter um único critério.
“Nem sempre o que parece mais lógico para o casal é o que está correto do ponto de vista fiscal. Quando há vida financeira em comum, o cuidado com a coerência das informações é tão importante quanto o preenchimento em si. Pequenas divergências entre as declarações podem acionar inconsistências automáticas na Receita”, destaca Estela.
Errar na indicação de dependentes aparece entre as falhas mais frequentes. Um mesmo filho não pode constar simultaneamente em duas declarações, inclusive em situações de guarda compartilhada. Definido quem fará a inclusão, todos os rendimentos recebidos por esse dependente também devem ser obrigatoriamente informados, independente do valor.
Confundir bens comuns com bens particulares também compromete o preenchimento. Ativos adquiridos antes do casamento ou recebidos por herança e doação, em determinadas condições, podem permanecer vinculados exclusivamente a um dos parceiros. Essa distinção altera a forma de declarar patrimônio e rendimentos.
Ignorar o impacto do regime de bens é outro erro comum. Comunhão parcial, comunhão universal, separação total e outras configurações patrimoniais mudam a leitura tributária sobre posse, renda e partilha. Desconsiderar esse enquadramento pode levar a erros que só aparecem depois, no cruzamento de dados da Receita Federal.
Há ainda quem perca benefícios fiscais por desconhecimento patrimonial. Uma das situações envolve a isenção de ganho de capital na venda de único imóvel por valor de até R$ 440 mil. Em alguns casos, a existência de outro imóvel em nome de um dos parceiros pode interferir no enquadramento do casal nessa regra e comprometer o benefício.
“Imposto de Renda também exige leitura patrimonial. Entender como bens, rendimentos e dependentes estão estruturados dentro da vida financeira a dois reduz riscos, evita inconsistências e ajuda o casal a tomar decisões mais conscientes”, conclui Estela Borgheri.
No Imposto de Renda, organização patrimonial e atenção às regras específicas fazem diferença. Por isso, o auxílio de um planejador financeiro certificado CFP® é de extrema importância para analisar adequadamente uma estrutura financeira compartilhada, evitar inconsistências e orientar decisões mais eficientes do ponto de vista fiscal.
Sobre a Planejar
A Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro) é a única instituição no Brasil autorizada a conceder a certificação CFP® (Certified Financial Planner). É afiliada ao FPSB (Financial Planning Standards Board) entidade norte-americana responsável pela divulgação, gerenciamento e controle do uso das marcas CFP® fora dos Estados Unidos.
O Brasil é o quinto país com mais planejadores financeiros certificados, com mais de 10,6 mil profissionais. No mundo, são mais de 230 mil. A certificação CFP® é uma certificação de distinção que traz um diferencial para a carreira do profissional. Para obtê-la, além de comprovar conhecimentos técnicos por meio de avaliação específica, o candidato também precisa comprovar formação acadêmica, experiência profissional e adesão a um código de ética. Para manter a certificação, o profissional precisa ainda cumprir requisitos de educação continuada.
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