Dia dos Pais: Planejar dá dicas para se preparar para a chegada de um filho

7 de ago. de 2026

Da licença-paternidade à educação dos filhos, organização das finanças é essencial para a segurança da família

São Paulo, 7 de agosto de 2026 – A chegada de um filho marca uma das maiores mudanças na vida de um pai. Além da adaptação à nova rotina e das responsabilidades emocionais, a paternidade também exige uma nova postura em relação ao dinheiro. A licença-paternidade, as despesas dos primeiros meses, a formação de uma reserva de emergência, o planejamento da educação dos filhos e a proteção da renda familiar passam a fazer parte das decisões financeiras.

Segundo Robson Ortis, planejador financeiro CFP® pela Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), a paternidade costuma representar um divisor de águas na forma como muitos homens enxergam o próprio patrimônio e o futuro da família. “Construir patrimônio é importante, mas esse deve ser o resultado de uma estratégia bem estruturada, e não um objetivo isolado. A chegada de um filho faz com que o planejamento financeiro deixe de olhar apenas para o presente e passe a priorizar a segurança e os projetos da família ao longo do tempo”, afirma.

Para o especialista, manter exatamente a estratégia financeira após se tornar pai significa ignorar uma nova realidade. É necessário revisar orçamento, investimentos, proteção patrimonial e metas de longo prazo para que as decisões acompanhem as novas responsabilidades.

1. Reorganize o orçamento para a nova fase

A chegada de um filho altera significativamente o orçamento familiar. Gastos com alimentação, saúde, vestuário, cuidados e, futuramente, educação passam a fazer parte da rotina. Além disso, é importante considerar o impacto que a licença-paternidade e, em algumas famílias, uma eventual redução temporária da renda pode causar no planejamento financeiro.

A organização permite avaliar quanto pode ser destinado ao consumo atual, à formação de reservas e aos investimentos. “O orçamento determina a capacidade de poupança e a sustentabilidade dos aportes. Sem essa visão, até uma boa carteira pode deixar de produzir o resultado esperado, porque os investimentos acabam sendo interrompidos ou resgatados antes do momento adequado”, explica Ortis.

2. Fortaleça a reserva de emergência

Quando uma família cresce, também aumenta a necessidade de estar preparado para imprevistos. A reserva de emergência evita que a família precise recorrer ao crédito ou retirar recursos destinados a objetivos de longo prazo caso ocorram despesas inesperadas ou perda temporária de renda.

Segundo Ortis, não existe um valor ideal para todas as famílias, já que fatores como estabilidade profissional, número de provedores e despesas fixas precisam ser considerados.

“A reserva deixa de ser apenas um conceito básico de educação financeira e passa a cumprir uma função estratégica. Ela protege o restante do patrimônio e preserva os projetos construídos para o futuro”, observa o planejador.

3. Planeje os investimentos pensando também no futuro dos filhos

Com a chegada de um filho, surgem objetivos que antes não existiam, como sustento, educação e até um eventual apoio na entrada da vida adulta. Esses projetos possuem prazos diferentes dos objetivos que a família já mantinha e, por isso, merecem estratégias específicas.

A orientação é definir cada objetivo, estabelecer o horizonte de tempo e escolher investimentos compatíveis com esse prazo.

“Planejar significa alinhar prazo, risco, disponibilidade dos recursos e expectativa de retorno. A melhor alternativa não é necessariamente aquela que oferece a maior rentabilidade, mas a que corresponde à finalidade daquele dinheiro”, afirma.

4. Proteja a renda familiar

Ser pai também significa cuidar da estabilidade financeira da casa. Caso uma das principais fontes de renda seja interrompida, o impacto passa a atingir toda a família. Por isso, é importante mapear as despesas essenciais, manter uma reserva de emergência compatível com a nova realidade e avaliar instrumentos de proteção, como seguros de vida e de renda. Essa estrutura deve ser revisada periodicamente para acompanhar mudanças no orçamento e na composição familiar.

“Nessa etapa, o foco deixa de estar apenas no crescimento do patrimônio e passa a incluir a proteção da capacidade financeira da família. Isso significa criar reservas, avaliar as coberturas necessárias e organizar o orçamento para preservar os objetivos mesmo diante de imprevistos. Crescer continua importante, mas esse avanço precisa ocorrer sobre uma base segura”, ressalta.

5. Dê o exemplo na educação financeira

O legado financeiro começa muito antes da primeira mesada. As crianças aprendem observando como os pais consomem, planejam gastos, estabelecem prioridades e conversam sobre dinheiro.

Por isso, a educação financeira pode fazer parte do cotidiano desde cedo, por meio de conversas e pequenas decisões compartilhadas conforme a idade dos filhos.

Para o especialista, além de adaptar as conversas, os responsáveis podem incluir os filhos gradualmente em decisões simples do cotidiano. “A cultura financeira é construída todos os dias. O exemplo dos pais ajuda a criança a compreender que os recursos são limitados, que escolhas envolvem prioridades e que objetivos exigem organização”, conclui. 

Ainda segundo ele, uma família financeiramente organizada não é necessariamente aquela que possui o maior patrimônio, mas a que consegue transformar seus recursos em estabilidade, previsibilidade e capacidade de realizar objetivos. “Esse é um dos modos mais concretos de cuidar dos filhos e preparar o futuro de toda a família”.

Sobre a Planejar

A Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar) é a única instituição no Brasil autorizada a conceder a certificação CFP® (Certified Financial Planner). É afiliada ao FPSB (Financial Planning Standards Board) entidade norte-americana responsável pela divulgação, gerenciamento e controle do uso das marcas CFP® fora dos Estados Unidos.

O Brasil é o quinto país com mais planejadores financeiros certificados, com mais de 12 mil profissionais. No mundo, são mais de 236 mil. A certificação CFP® é uma certificação de distinção que traz um diferencial para a carreira do profissional. Para obtê-la, além de comprovar conhecimentos técnicos por meio de avaliação específica, o candidato também precisa comprovar formação acadêmica, experiência profissional e adesão a um código de ética. Para manter a certificação, o profissional precisa ainda cumprir requisitos de educação continuada.

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