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O fator humano na atuação do planejador financeiro

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O segundo painel do Congresso Planejar 2018, que teve início na manhã desta quinta-feira (8), foi dedicado a reflexões sobre o presente e o futuro do profissional de planejamento financeiro. Fábio Vidigal, diretor da Planejar e representante da instituição junto à Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) no Conselho de Regulação e Melhores Práticas para o mercado de Private Banking, abriu o painel destacando uma grande mudança que vem ocorrendo neste mercado nos últimos anos. Segundo Vidigal, a preocupação do cliente deixa de ser apenas a aposentadoria, e sim a manutenção do estilo de vida durante essa nova fase, com independência financeira para continuar desfrutando a vida da forma que deseja. Soma-se a essa mudança de mentalidade o evidente avanço tecnológico dos últimos anos, que apesar de facilitar de muitas formas a atuação do planejador, levanta questionamento sobre de que maneira ela deve impactar este mercado.

Para os especialistas presentes no painel, porém, o saldo é muito positivo. “A tecnologia está integrando gerações, por exemplo, um  cliente nosso de 70 anos já sabe tirar seflies e aprovar pagamentos pelo celular. Hoje podemos abrir uma conta em Miami sem nenhum papel impresso”, exemplifica Valmir Doja, profissional do segmento de Private Banking. “No entanto, a intermediação de um ser humano frente às máquinas sempre será necessária para gerar uma melhor experiência”, completa.

Para Eduardo Hazarabedian, do Itaú Family Office, o trabalho do planejador financeiro vai muito além dos aspectos puramente monetários: “nosso objetivo é cuidar de famílias por gerações, entender o que é realmente importante para elas e qual o tipo de realização que buscam, a longuíssimo prazo, com o capital que possuem”. Ele enfatiza que o relacionamento com os cientes é, acima de tudo, baseado na confiança – fator indissociavelmente humano em meio a um campo de cifras e dados.

“Esse é um momento-chave para a consolidação do nosso mercado no Brasil. Os três próximos anos serão essenciais. Com o aumento do número de profissionais e discussões nesse sentido, atingiremos uma maturidade maior de plataformas e sistemas”, afirma Leanderson Reis, fundador da GFAI, uma das maiores empresas do Brasil em Planejamento Financeiro Pessoal.

Qualidades como disponibilidade, atenção aos detalhes e transparência, além do amplo conhecimento de aspectos técnicos, são itens indispensáveis ao planejador do futuro. “É preciso gerar proximidade, transparência. Estar disponível para ser lembrado e criar vínculos. Nisso a tecnologia só tem a nos ajudar”, afirma Valmir Doja.