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Não estamos preparados para a longevidade que nos aguarda

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Viveremos cada vez mais. As estatísticas apontam de forma unânime para essa boa notícia. O avanço da tecnologia e ampliação do acesso à saúde são os principais responsáveis por essa conquista. No entanto, os números mostram também que não estamos nos preparando para desfrutar os anos que nos esperam. Este foi o tema central do terceiro painel do Congresso Planejar 2018, que teve início nesta quinta-feira (8).

Pesquisas mostram que mais de 80% dos brasileiros não possuem plano formal de aposentadoria e 65% não possuem nenhum tipo de reserva para o futuro. Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, afirma que o etarismo, preconceito por idade no ambiente profissional, é um desafio crescente, que dificulta o acesso à renda na faixa etária em que os gastos se multiplicam. “Temos pesquisas entre pessoas com mais de 50 anos mostrando que 78% dos funcionários demitidos acreditam que a idade teve impacto direto em sua demissão”, afirma Noya. Para ele, o desafio reside então na educação financeira, que precisa ser estruturada de forma efetiva. “Temos o desafio de convencer gerações inteiras a poupar”.

Anos atrás, antes dos avanços no estudo do genoma humano, atribuía-se à genética 70% dos fatores ligados à longevidade humana. Hoje, essa conta se inverteu, e sabe-se que esse percentual está relacionado ao estilo de vida, com fatores como alimentação, atividade física, estresse, entre outros.

“A velhice não está só se estendendo, está mudando também”, afirma Aura Rebelo, Vice-Presidente de Marketing & Digital da Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A. “Nos últimos dez anos, os idosos se casaram mais, se separaram mais, abriram negócios, viajaram. Há uma mudança de comportamento, mas ainda assim precisamos lembrar que envelhecer está ficando também cada vez mais caro”, completa. Ela ressalta a importância de conversas com clientes sobre seguros de vida, doença grave e invalidez, que podem ser adquiridos em diferentes momentos da vida e cumprir diversas funções, desde a sucessão patrimonial até a manutenção do padrão de vida nos anos finais.

Para Mauro Guadagnoli, responsável pela área comercial da Brasilprev Seguros e Previdência S/A, além da baixa incidência de poupadores no país, aqueles que o fazem ainda se utilizam majoritariamente da poupança. “É um dos grandes desafios dos planejadores financeiros, despertar o interesse das pessoas no assunto investimento e quebrar a inércia, fazendo com que invistam nos veículos mais adequados para suas necessidades, não apenas nos considerados mais simples”, afirma.