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Especialistas defendem aumento de alocação de recursos em ativos off shore e diversificação de portfólio

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Em painel do Congresso Planejar 2018, Gabriela Santos, Estrategista de Mercado Global da Equipe de Estratégia Global Market Insights do J.P. Morgan Asset Management, apresenta alternativas ao cenário de juros baixos. “Não dá para permanecer com 0% de ativos internacionais, esse número agora deve ser mais próximo de 5% a 10%”, afirma.

Para ela, embora a porcentagem desses investimentos dependa em grande parte do perfil do cliente e do otimismo sentido em relação ao Brasil, a alocação estrutural de recursos off shore deve ser maior do que a que vem acontecendo. A especialista explica que esse hábito abre a possibilidade também de investimento em setores que não possuem uma expressividade tão grande no país, como tecnologia e saúde. “A internacionalização ajuda a diversificar o risco geral de uma carteira, as notícias que afetam um país muitas vezes não afetam outros.”

Além disso, ela ressalta a importância de ter cautela da hora de avaliar resultados desse tipo de investimento, não se baseando em resultados de curto prazo ou mesmo de um ano só. “Momentos de turbulência são normais e esperados, não devemos fazer movimentos bruscos a cada pequena queda. Ao ficar saindo e voltando você perde os melhores dias”, explica Gabriela.

Para Luiz Eugenio Figueiredo, do BNP Paribas Asset Management Brasil, o papel dos planejadores é incentivar a diversificação do portfólio dos clientes, garantindo alocação em investimentos alternativos que promovam um bom retorno.