“A tecnologia está fazendo pelo nosso cérebro o que as máquinas da revolução industrial fizeram pelos nossos braços”

Sessenta e cinco porcento das crianças que estão no primário no dia de hoje vão trabalhar em atividades que ainda não existem. É com esse dado impressionante que Maurício Benvenutti, escritor, empreendedor e sócio da StartSe, abre sua palestra no Congresso Planejar 2018. A exemplo de empresas disruptivas como Uber, Spotify, SpaceX e o próprio WhatsApp, ele elenca o que aprendeu sobre como se manter competitivo nos dias de hoje, em tempos de avanços rápidos.

“Pela primeira vez, a tecnologia potencializa o elemento que mais nos diferencia enquanto espécie, a capacidade de pensar e analisar. Ela está fazendo pelo nosso cérebro o que as máquinas da revolução industrial fizeram pelos nossos braços”, afirma.

O que fazer para se manter competitivo nos dias de hoje?

A primeira dica é causar impacto. “Negócios de sucesso nascem com um propósito muito claro. O propósito é a espinha dorsal capaz de unir as diferenças”, afirma. Para isso, ele elenca algumas “regrinhas básicas”: melhorar a vida das pessoas em algum aspecto, corrigir as falhas que for encontrando no caminho e prolongar as coisas certas, não focando apenas nos problemas. Depois, olhar a próxima curva. “Quando você encontra formas de matar o que faz e fazer de um jeito melhor, você está muio na frente dos outros”, conta. “E se você mesmo não fizer isso, alguém vai fazer”.

 

Questionar sempre, ao invés de se fixar em respostas prontas. E fazer com as pessoas, não para elas. Esses são outros dois aspectos essenciais. “Hoje temos um potencial enorme de sermos colaborativos, de construir junto com o público, não esperar ficar pronto para ver se terá aprovação”, diz Benvenutti. Por fim, ele aponta a importância da diversidade, de se expor a diferentes pessoas e tipos de pensamento, de estar aberto ao inusitado, como forma de estimular a criatividade.