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Bitcoin e blockchain: “É impossível prever o que virá, mas seria imprudente ignorar essa força de tecnologia”, diz Fernando Ulrich do Grupo XP

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“Apple. Amazon. Google. Microsoft. As principais empresas do mundo em valor de mercado têm uma criação de riqueza quase totalmente digital.” Com esta reflexão, Fernando Ulrich, do Grupo XP, inicia o quinto painel do Congresso Planejar 2018. Empresas que apresentam modelos de negócios que só puderam ser criados com o advento da internet têm crescido em ritmo acelerado nos últimos anos, levantando o questionamento: “seria possível fazer dinheiro a partir de software?”.

Pode parecer novidade, mas o Bitcoin completou recentemente 10 anos – o conceito de moeda digital, porém, é pesquisado desde a década de 80. “Pela primeira vez, uma moeda digital reúne três parâmetros: ativo, unidade de conta e sistema de pagamento”, afirma Ulrich.

O Bitcoin resolveu grande parte dos problemas do dinheiro digital, como o risco do gasto duplo, por meio de uma descentralização, onde os próprios pares mantêm a sua confiabilidade. “Este é um mercado que ainda não está totalmente regulado, ainda estamos tentando enquadrar esta moeda disruptiva nas leis existentes”, conta.

Ulrich entende o blockchain (base de dados criptografada em que ficam registradas todas as transações feitas com bitcoin) como uma tecnologia de base, um alicerce para que novas tecnologias sejam criadas. “Quando a eletricidade surgiu ela não servia para tanta coisa quanto hoje. Acredito que o mesmo vai acontecer com o blockchain”, afirma. “É impossível prever o que virá, mas seria imprudente ignorar essa força de tecnologia”.